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O adeus ao Jornal do Brasil após 119 anos!


A partir desta quarta-feira, o "Jornal do Brasil", fundado em 1891, deixa de circular na sua versão impressa. Aos leitores, restará apenas a opção da edição digital, via internet, mediante uma assinatura mensal de R$ 9,90.

Para a empresa que administra a publicação há nove anos, trata-se de um passo rumo ao futuro, mas para muitos profissionais de imprensa a iniciativa significa uma espécie de morte de um dos mais importantes jornais do país.

Fundado num 9 de abril, o "JB" marcou seu lugar na história dos grandes jornais como um precursor de inovações, como o uso de agências de notícias e o envio de correspondentes ao exterior.

Lançado menos de dois anos após a Proclamação da República, o "JB" foi identificado inicialmente como um jornal monarquista e, desde então, manteve uma intricada relação dialética com a vida republicana brasileira.

- Eu resumo a história do "JB" em dois períodos. Um século de glória e duas décadas de agonia - afirma Alberto Dines, do Observatório da Imprensa e ex-diretor de redação do "JB", onde trabalhou de 1962 a 1973. - Era um jornal liberal no sentido de ser antimilitarista e, portanto, contrário à República, que nasceu pelas mãos de um golpe militar.


Mailén Degoumois N°11 '

Economia do Japão.


A economia do Japão é a segunda maior do mundo. Em 2002, o país registrou Produto Interno Bruto (PIB) de 532,96 trilhões de ienes. A renda per capita nacional em, 2001, chegou a US$ 24.038, que coloca o Japão em 5º lugar no ranking entre as 30 nações membros da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Desde o colapso da “bolha econômica”, no início dos anos 90, entretanto, o crescimento do PIB sofreu uma estagnação. Vários esforços para a revitalização vêm sendo implementados pelo governo, incluindo uma ampla reforma estrutural. Porém, as maiores mudanças aconteceram no mundo corporativo – as empresas se renovaram e, para aumentar a competitividade, romperam com esquemas tradicionais, como emprego vitalício e salários e promoções com base no tempo de serviço.

Sete anos depois do fim da 2ª Guerra Mundial, em 1952, quando terminou a ocupação americana, o Japão atravessava um período difícil. Era um país pouco desenvolvido, com consumo per capita equivalente a apenas 1/5 ao dos Estados Unidos. Porém, durante as duas décadas seguintes, o país registrou média de crescimento anual de 8% e logo passou a integrar o rol das nações desenvolvidas. Além dos investimentos do setor privado, o rápido progresso foi alcançado por um forte senso coletivo de trabalho.

O Japão foi o maior beneficiário do crescimento econômico mundial pós-guerra, sob os princípios de livre comércio desenvolvidos pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelo Acordo Geral de Tarifas e Comércio (GATT), e já em 1968 o país se tornaria a segunda maior economia do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

->Setor industrial

Na década de 80, o aumento dos atritos comerciais e uma súbita valorização do iene estimularam muitas indústrias com importante participação nas exportações (principalmente as de eletrônicos e de automóveis) a transferir suas produções para o estrangeiro. Empresas do setor de manufaturados, como de TVs, videocassetes e geladeiras, abriram plantas na China, Tailândia, Malásia e outros países da Ásia, onde a qualidade do trabalho era alta e a mão-de-obra farta e barata.

Nos últimos anos, o comércio com a China tem merecido atenção especial da autoridades. O total geral das importações japonesa, em 2001, cresceu 3,6%, porém as compras do país vizinho saltaram 18,3%. Por outro lado, no mesmo ano, as exportações do Japão para o mercado chinês subiram 14,9%, ainda que o total geral das exportações japonesas tenha caído 5,2%.

Como a China e outras nações em desenvolvimento continuam a melhorar suas capacidades técnicas, o novo desafio da indústria manufatureira do Japão é manter-se na vanguarda dos setores de elevado conhecimento e de tecnologia.

Mailén Degoumois N°11.

Desperdício de água no Brasil


O desperdício é o maior inimigo da água no Brasil. A perda começa com as redes de distribuição e abastecimento e piora nas residências. De acordo com a Agenda 21 da Companhia de Sabesp - Saneamento Básico do Estado de São Paulo, o sistema de produção e distribuição de água para abastecimento das residências produz anualmente cerca de 4,68 bilhões de metros cúbicos de água. Sendo as perdas calculadas em 45% ou seja 2,08 bilhões de metros cúbicos. O pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da USP - Universidade de São Paulo, Aldo Rebouças, especialista em recursos hídricos e meio ambiente, disse em entrevista ao jornal Estado de São Paulo, que as empresas de distribuição de água no Brasil têm um dos maiores índices de desperdício do mundo. "Perde-se entre 40% e 60% da água tratada e injetada na rede em vazamentos ou em problemas como ligações clandestinas e roubo da água. Afora isso, 70% da água entregue é desperdiçada no uso com banhos demorados, vazamentos de torneiras e descargas".

Para exemplificar o desperdício da água, o pesquisador lembra das bacias sanitárias. "A descarga comum gasta entre 18 e 20 de litros, enquanto a mais econômica, cerca de 6 litros. Mas a maior parte das pessoas não sabe e não há uma campanha de informação sobre o assunto".

De acordo com informações da ANA - Agência Nacional de Águas, o setor da agricultura é o maior esbanjador de água do país. Setenta por cento da água doce do Brasil é utilizada na agricultura.

Segundo Aldo Rebouças, dos 3 milhões de hectares irrigados no Brasil, 93% deles usa os métodos menos eficiente do mundo, como o espalhamento superficial, em que a água escorre por sulcos.

Sessenta por cento da água evapora ou se perde com esse método criado pelos egípcios em 3.500 A.C. Alcides Faria, presidente da ONG Ecoa - Ecologia e Ação e secretário executivo da Coalizão Rios Vivos, lembra que na conta do desperdício da água também devem ser consideradas as perdas de energia, tendo em conta que 97% da energia consumida no Brasil são de hidrelétricas.

Apesar do Brasil ter aproximadamente 8% de toda água doce superficial do planeta, cerca de 36% das moradias, ou seja aproximadamente 20 milhões de residências, não têm acesso a água de boa qualidade, de acordo com dados do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Se existe algum culpado pela escassez de água no Brasil e no mundo, certamente não é a natureza.

Apesar de algumas regiões terem nascido em meio a vastos suprimentos de água, e outros, sobre superfícies áridas, o total hídrico é suficiente para todos. É importante lembrar que a água é um recurso natural finito porém renovável: rios, lagos e lençóis subterrâneos são capazes de repor seus suprimentos, desde que a humanidade não os esvazie rápido demais ou os contamine.

Mailén Degoumois